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Cruzeiro "roubou" o Boca na Bombonera? Veja a verdade por trás do áudio do VAR que enfureceu a Argentina

· 21 de mai. de 2026 · 4 min de leitura

Cruzeiro "Roubou" o Boca Juniors? Conmebol Divulga Áudios do VAR e Prova Acerto da Arbitragem na Bombonera

Análise Especial | Redator: Equipe Bolômetro

O empate heroico por 1 a 1 entre Boca Juniors e Cruzeiro, em plena La Bombonera, pela 5ª rodada da fase de grupos da Copa Libertadores, continua rendendo debates inflamados. Com gols de Merentiel para os donos da casa e o lateral Fagner buscando o empate crucial para a equipe celeste, a partida terminou sob forte protesto dos jogadores e torcedores xeneizes contra as decisões do árbitro Jesús Valenzuela nos minutos finais.

Fagner comemora gol do Cruzeiro na Bombonera

Golaço decisivo: Fagner celebra o empate heróico do Cruzeiro na Argentina. Foto: Divulgação

A imprensa argentina chegou a levantar suspeitas e o tradicional jornal Diario Olé questionou abertamente o resultado, mas a divulgação oficial da análise do VAR pela Conmebol nesta quarta-feira (20) colocou um ponto final no mistério. Por incrível que pareça, o livro de regras da FIFA foi aplicado de forma cirúrgica e milimétrica na Argentina.

1. O Gol Anulado do Boca Juniors (43' do 2º Tempo)

O primeiro grande momento de tensão ocorreu quando o Boca balançou as redes nos minutos finais, mas teve o tento anulado. O replay e a análise oficial mostraram uma infração clara por toque de mão na origem do ataque.

"Um atacante do azul bloqueia a bola com o braço, na qual ocupava uma posição antinatural, ocupando o espaço. Isso registrou uma infração de mão de um jogador de ataque. O que gera ida do árbitro à cabine", explicou o relatório técnico da Conmebol.
Análise do VAR no gol anulado do Boca Juniors contra o Cruzeiro

Ângulo fatal: Imagem congelada na cabine do VAR comprova a irregularidade do ataque argentino antes de estufar a rede. Foto: Reprodução/Conmebol

Na comunicação oficial, a cabine avisa a Valenzuela: "Aqui tenho mão. O braço está aberto, pega na mão e cai. Sim, uma mão sancionável. A bola pega na mão e cai, mudando a trajetória. E aí o jogador converte." Ao revisar o lance no monitor lateral sob forte pressão, o árbitro anulou corretamente o gol.

2. O Pênalti Reclamado em Lucas Romero (56' do 2º Tempo)

O ápice da fúria argentina aconteceu no último lance do jogo, já aos 56 minutos da etapa final, quando a bola impactou no braço do volante cruzeirense Lucas Romero dentro da pequena área. Porém, a cabine de vídeo constatou a total legalidade do movimento defensivo:

"Jesús, a situação da área está toda legal. A posição da mão está natural. Além disso, ele quer tirar o braço e o contexto faria a bola sair da área. Nada a checar."

O Mito dos Acréscimos e o Caos Paralelo na Libertadores

A gritaria xeneize sobre o jogo ter ido até os 56 minutos ignora as intensas paralisações da segunda etapa. A regra confere ao árbitro total autoridade para estender o tempo para compensar o tempo perdido, e foi exatamente o que aconteceu de forma justa.

Enquanto o Cruzeiro segurava o empate na raça e assumia a liderança isolada do Grupo D com 8 pontos, a noite de Libertadores guardou roteiros dramáticos em outros gramados. O Flamengo, que monitora de perto os desdobramentos da rodada, viu o clima esquentar drasticamente com a expulsão direta de Gerson, complicando a dinâmica da equipe carioca e provando que a arbitragem da CONMEBOL adotou uma postura de tolerância zero nesta rodada hipercompetitiva.

Gerson expulso em jogo da Libertadores

Clima tenso: Expulsão de Gerson mexe com os bastidores e incendeia a rodada dos clubes brasileiros na competição. Foto: Getty Images

Cenário do Grupo D e Passaporte para as Oitavas

Com o Cruzeiro no topo da chave com 8 pontos e o Boca estacionado na segunda colocação com 7, a Raposa depende apenas das próprias forças. O time celeste agora aguarda o desfecho entre Universidad Católica e Barcelona-EQU. Uma vitória simples contra os equatorianos na próxima quinta-feira (28), no Mineirão, garantirá a classificação direta para as oitavas de final, carimbando um retorno triunfal que a torcida aguarda há sete anos.

O choro e o esperneio vão continuar ecoando em Buenos Aires, mas os áudios e as imagens oficiais provam: o regulamento foi cumprido e a noite foi totalmente azul.


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